Um paroquialismo indesejável
J.-M. Nobre-Correia Média : Há maneiras de escrever na imprensa portuguesa, e nomeadamente pelos chamados “comentadores”, que põem em evidência o que a separa fundamentalmente das suas congéneres europeias… Vicente Jorge Silva tem o nome já gravado na história contemporânea da imprensa portuguesa. Porque esteve na origem do relançamento do Comércio do Funchal que, em tempos de salazarismo, passou a ter evidente audiência em meios jovens e intelectuais do continente. Porque criou a “Revista” do Expresso , onde a reportagem e a investigação passaram a fazer parte do jornalismo português. Porque lançou o Público , que constituiu uma lufada de ar fresco e inovador na imprensa nacional. Hélas !, trois fois hélas ! , Silva dá-nos hoje no Público — a que regressou e onde é agora titular da última página das edições de domingo — uma triste ilustração do que há de paroquial no jornalismo deste país. Pela boa razão que a função de Silva, neste caso concreto, é ser cronista ...