Uma obsessão suicidária
Nos países por onde andei, estudei e trabalhei, e de continuo a seguir diariamente os média, há uma constante que nunca fui capaz de compreender. Ou melhor: apesar de uma das minhas formações ser nessa área académica, nunca fui capaz de compreender tal tática ou estratégia política. De facto, nunca fui sobretudo capaz de compreender politicamente que formações de esquerda radical ou de extrema esquerda, nas declarações dos seus dirigentes, nas entrevistas e nas análises nos média, nas intervenções nos parlamentos (quando lá têm representantes), tenham como preocupação obsessiva permanente atacar antes do mais as outras componentes da esquerda. E sobretudo atacar aquela que, em termos eleitorais e também, quase sempre, em termos sociais e sindicais, é a principal componente da esquerda. A razão desta preocupação obsessiva? Porque, segundo essas formações minoritárias, esta principal componente era ou é “revisionista” (termo que passou de moda há já bastante tempo!), ou “social-democrata...