Uma identidade forte renovada
J.-M. Nobre-Correia Uma Amiga propõe ir ao Convento de São Francisco, em Coimbra, a um espetáculo de “Canções do nosso tempo”. Tratava-se de facto, segundo o programa, do “XX Mês do fado”. E nós ficámos inocentemente à espera de uma sessão com boa parte daqueles clássicos fados de Coimbra que fazem parte do repertório musical nacional de cada um de nós… Nada disso! Demos com uma série de jovens estudantes compositores, instrumentistas (guitarristas, violistas e até um cavaquista) e cantores, em muitas interpretações inéditas de grande qualidade. Com uma novidade em relação àquilo que era a tradição: diversas raparigas cantoras punham assim em questão o machismo que lamentavelmente dominava a história do fado de Coimbra. Na “antiga capela” do Convento, onde se encontravam umas trezentas pessoas entusiastas, redescobri assim que o fado faz realmente parte da história e da identidade cultural de Coimbra e da sua antiquíssima universidade. E dei comigo a regozijar-me que esta identid...