Mensagens

Une expérience inédite

Imagem
J.-M. Nobre-Correia À l’extrémité la plus occidentale de l’Europe, au Portugal, se déroule depuis presque deux ans une expérience de majorité parlementaire et de gouvernement de gauche. Un cas rare auquel pourtant on s’intéresse peu, obnubilés que nous sommes par les tribulations de Syriza en Grèce, de Podemos en Espagne ou de la France insoumise dans l’Hexagone… Tout porte à croire que la pertinence de l’actualité est fonction de la dimension du pays où elle se déroule. C’est manifestement le cas pour ce qui est des critères journalistiques. Mais c’est aussi le cas dans les milieux politiques. À moins d’une rupture radicale qui puisse laisser présager un « grand soir » avec des « lendemains qui chantent », car alors l’intérêt augmente grandement : ce fut le cas du Portugal et de sa « Révolution des œillets » en 1974-75 [1] … Or, de nos jours, sur les rives du Tage, aucun « grand soir » ne paraît s’annoncer. D’où l’intérêt des médias ...

Da integração à comunitarização

J.-M. Nobre-Correia Médias : Em cinquenta anos de tempo, operou-se uma evolução absolutamente revolucionária nos processos de informação, com curiosas repercussões no seio das populações e-imigrantes… Em meados dos anos 1960, quando um emigrante chegava ao país de destino, dava entrada num meio social onde conhecia velhos amigos, alguns vagos conhecidos ou até mesmo ninguém… Para além deste pequeno círculo de antigos ou recém conhecidos, o emigrante sentia uma maior ou menor necessidade em estabelecer novos contactos no seu novo meio social, mas também em manter em maior ou menor grau contactos com os que tinham ficado no país de origem. E o grau de necessidade dependia, é claro, da sua própria personalidade, da sua própria sensibilidade. Meios de comunicação lentos ou caríssimos Num primeiro tempo, os contactos com o novo país eram geralmente difíceis. Porque o desconhecimento ou o fraco conhecimento da língua dificultavam o acesso às pessoas e aos média. Mas também porq...

Coincidências e interrogações

Imagem
J.-M. Nobre-Correia Política : Afinal o governo e a maioria parlamentar não tiveram a esperada curta vida. E “o diabo” anunciado também não veio. Terá então a direita sido levada a conceber uma nova estratégia ofensiva ?… A leitura de Quando Portugal ardeu [ 1 ] tem algo de chocante, de profundamente chocante. Sobretudo para quem, nesse “pós-25 de Abril”, vivia longe do país, na “capital da Europa”. Até porque, nesse tempo, poucos jornais portugueses lá chegavam e chegavam tarde. Porque a rádio dificilmente se captava e só se conseguia fazê-lo em onda curta, em más condições. Televisão, nem pensar nisso. E muito menos internet, que nem sequer existia para o comum dos mortais. É claro que pelos média estrangeiros de referência, sabia-se que o “pós-25 de Abril” não era precisamente um mar de rosas. E que, sob as aparências de uma “revolução alegre e tranquila”, muita violência dominava a vida quotidiana. Mas de lá a imaginar que a violência política atingia tais níveis com in...