Um dilema perfeitamente límpido
J.-M. Nobre-Correia Assumir responsabilidades perante eleições que se aproximam num contexto singularmente sombrio… A situação não tem nada de original. Um pouco por toda a parte, nos países da União Europeia, é a mesma correria: partidos ultraminoritários consideram não ter suficientemente eco nos média dominantes e que é por isso que não têm mais militantes, simpatizantes e votantes. Pelo que as campanhas eleitorais são uma boa ocasião para poderem fazer chegar as posições desses partidos a largas audiências, usufruindo de legislações que garantem o pluralismo ou mais simplesmente de práticas jornalísticas habituais nesta matéria. Os ditos partidos minoritários apresentam assim candidatos a todos os níveis de poder: local, legislativo, presidencial. Tendo raramente a ilusão de, com as eleições, conseguirem sair das suas posições minoritárias. Com a agravante que, durante as campanhas eleitorais, põem boa parte das vezes em evidência mais os conflitos entre componentes da área d...