Neste
verão de São Martinho (l’été indien, como dizem os francófonos…) — cheio de céu
azul, sol e calor — no Parque Verde, à beira do Mondego, ao fim da manhã…
J.-M. Nobre-Correia Lentamente, a paisagem mediática portuguesa vai-se transformando num preocupante deserto em termos de informação jornalística. Há que reagir!… Um verdadeiro tsunami varreu o mundo dos média desde os anos 1960. Primeiro com as rádios e televisões livres. Depois com as redes de cabo e os satélites geoestacionários. E em seguida com a internet e a tecnologia digital. Pelo que a paisagem mediática atual pouco se assemelha à circunscrita paisagem de então. Enquanto a informação jornalística se foi afogando num vasto oceano de informações nada jornalísticas. Quando a informação jornalística constitui um pilar essencial da democracia parlamentar. Urge pois conceber uma nova paisagem mediática de informação e uma nova prática da informação jornalística. Até porque de pouco servirá querer manter em vida o que vai penosa e irreversivelmente soçobrando. Ora, o Portugal mediático e jornalístico é historicamente caracterizado por evidentes deficiências. A paisagem mediátic...
J.-M. Nobre-Correia De súbito, ao romper da aurora, descobre-se no Facebook uma curta mensagem que parecia incompreensível. Depois, muito rapidamente, muitas outras se foram sucedendo e espevitando as réstias de sono. Era então verdade: o Fernando Paulouro Neves tinha falecido! De improviso. Brutalmente. Quando ainda na véspera apresentava a sua última criação literária… Lendo os imensos textinhos que foram aparecendo depois ao longo do dia, experimenta-se o sentimento de que tudo foi dito e redito. Que mais nada se poderá acrescentar de realmente novo. Mesmo se, com os nossos seis meses de diferença de idade, eu até poderia recordar os anos de juventude passados juntos na redação do jornal do seu tio António Paulouro. Porém, a grande maioria dos anos em que Fernando Paulouro Neves assumiu responsabilidades de chefe de redação e de direção do Jornal do Fundão , vivi-os à distância. Longe do Fundão. Noutro país e, de certo modo, numa área conexa. E é desta área conexa que quero aqu...
J.-M. Nobre-Correia Planeta Média : Durante quase sete anos, esta rubrica procurou observar o que se passava nos média europeus e praticar a crónica segundo os critérios europeus na matéria… Tudo tem um princípio. E, ao que parece, tudo tem necessariamente um fim. O que é certo, em todo o caso, é que esta é a última rubrica “Planeta Média”. Após quase sete anos e mais exatamente 320 semanas. Pontualmente, aos sábados, sem exceção alguma, a não ser as quatro semanas de férias de verão previstas por contrato. E pontualmente com os dois mil carateres da crónica e os mil partilhados em três breves, apertadamente impostos pela direção precedente do Diário de Notícias . Três grandes princípios nortearam a conceção da rubrica. Em primeiro lugar, uma abordagem dos média e do jornalismo numa perspetiva europeia, procurando escapar ao “provincianismo” nacional. Abordagem autorizada por mais de 45 anos de vida no centro da Europa e mais precisamente na “capital” da União Euro...
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