Tão caladinho que ele anda!…

J.-M. Nobre-Correia


Sou capaz de andar distraído com reais questões privadas… Parece-me, no entanto, que o residente incontinente de Belém — grande fornecedor de “comentários” sobre todas a espécie de matérias, tão apreciados pelo jornalismo-à-portuguesa largamente praticado nos nossos média — anda caladinho como um rato. Já não vai como os zés-ninguém buscar uns dinheiritos a um multibanco, nem sequer a lamber publicamente um gelado como os putos lá do bairro…

Decididamente, estas histórias do decote canadiano, da parvoada sobre a Palestina e do golpe de Estado palaciano que lhe permitiu enfim dissolver uma vez mais a Assembleia da República em menos de dois anos estão a ter consequências mediáticas incalculáveis. Embora seja verdade que também lhe permitiram tentar fazer esquecer esta história dos quatro milhões de euros das gémeas brasileiras, a documentação sobre esta enormíssima cunha tendo milagrosamente desaparecido da administração hospitalar, por obra e graça do Divino Espírito Santo, certamente, até porque, como beijoqueiro dos anéis episcopais, o residente incontinente bem merece…

Chego a recear que os média venham um dia destes a pôr-se em greve contra a falta de matéria produzida diretamente em Belém ou por diversas fontes “heterónimas", em “fugas” sagazmente canalizadas para as redações, deixando assim de alimentar devidamente o enchimento dos chouriços quotidianos…

  

Comentários

  1. Um incontinente verbal como ele é, deve estar a sofrer com este silêncio forçado...os palcos estão à espera dele ali tão perto....entretanto, ele vai vociferando com as paredes do palácio...

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  2. Isto não é uma mera observação. É explicar ao senhor que nada, mesmo nada, lhe pertence exclusivamente
    Uffa!

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